Hemishare convoca startups brasileiros que querem recrutar os melhores talentos nos EUA

Vocês pediram, a Hemishare cumpriu.  Ficamos sabendo das startups brasileiros que precisavam de talentos qualificados – muitos talentos – com ampla experiência e espírito aventureiro.  Ficamos sabendo de talentos qualificados vivendo nos EUA que estavam morrendo de vontade de ir trabalhar no Brasil. Com até 10.000 km de distância entre a demanda e a oferta, a falta de conexão pessoal entre ambas partes, e para o candidato, outras ofertas de trabalho menos arriscadas, a lacuna parecia insuperável.

Parecia até  hoje, com o lançamento do RecruitLab da Hemishare.

O RecruitLab – que hoje abre as inscrições para startups que querem recrutar nos EUA – foi desenhada para quebrar as barreiras de recrutamento internacional tanto para o startup quanto para o candidato. O programa conecta startups com possíveis candidatos, inteligentes e motivados, facilita um período de experimentação para o elemento crítico de fit que não se pode medir de outra maneira, e faz o processo de recrutamento mais eficiente e menos custoso.  As vagas que a Hemishare apresenta para os candidatos são as mais gratificantes para o candidato e as mais difíceis de preencher para o startup – vagas de sócio, executivo, diretor, e analista sênior (para recrutados de graduação).   Basicamente, o brainpower do negócio.

Como funciona?

Para fechar a lacuna no timing das necessidades da startup e a temporada de recrutamento universitário – que normalmente acontece durante setembro e fevereiro – a Hemishare recruta durante o mesmo período estudantes no último ano de universidade.  A Hemishare seleciona os candidatos para as startups entrevistarem por videoconferência. Depois, os aqueles que forem recrutados trabalham por um período de 3 a 6 meses enquanto estão ainda na universidade, desempenhando o papel para o qual estão sendo recrutados (por exemplo, Diretor de Marketing).  Até o final do RecruitLab, as startups terão tempo de decidirem se querem fazer uma oferta de trabalho por tempo integral ao recrutado.

Segundo o professor de empreendedorismo da Wharton School of Business, Patrick Fitzgerald, “esta forma de recrutar já é comprovada como eficiente nos Estados Unidos e faz sentido para uma startup experimentar com um candidato antes de contratá-lo para uma função crítica para o sucesso do negócio.” O mais comum é o estágio de verão (summer internship), mas também os co-ops durante o ano escolar fornecem oportunidades para candidatos e empresas se conhecerem.

Programas de recrutamento como o RecruitLab são preferidos contra os métodos tradicionais porque são mais precisos para julgar um candidato e evitam o custo de contratar um funcionário que não se adequará à vaga. Para as startups que cuidam muito do fluxo de dinheiro, o RecruitLab ajuda a poupar dinheiro e tempo no processo de recrutamento. Um funcionário com um salário mensal de R$10.000 custaria à empresa R$120.000 durante os primeiros seis meses (o salário em si mais o custo do salário para a empresa), mais o tempo do(s) recrutador(es) que no caso das startups normalmente são os fundadores que tem outras prioridades importantes.  Se este funcionário não for o mais adequado depois de seis meses – o fundador saberá dentro de pouco tempo – começará de novo a procura de outro candidato. O RecruitLab faz o processo por menos da metade do custo e sem perda de tempo para o fundador, com melhores resultados de boas combinações com os candidatos certos.

Há candidatos qualificados nos EUA?

O número de profissionais jovens – com 21-30 anos de idade – que fala português e que tem experiência relevante para startups brasileiras é maior do que 140.000 nos EUA, entre falantes nativos do idioma e aqueles que aprenderam português na escola ou numa estadia no Brasil.  De fato, 35% dos falantes não nativos estudaram no Brasil, Portugal ou Moçambique durante três meses ou mais.  Evidencia da massa crítica destes candidatos com vontade de ir trabalhar no Brasil: a Hemishare já cadastrou mais de 300 candidatos sem a capacidade de obter um emprego no Brasil por conta própria.

Mais de 35 deles (no momento de publicação deste artigo) são altamente qualificados vindos dos melhores MBAs e universidades de pós-graduação e prontos para começar a trabalhar agora numa startup brasileira remotamente durante três a seis meses só pela oportunidade de trabalhar em tempo integral para uma  startup no Brasil depois de se formar.   Entre os MBAs dos vários candidatos estão  Wharton, Harvard, NYU, Columbia, Chicago Booth, e o programa SAIS de Johns Hopkins.  Eles vem de diferentes  indústrias– startup, e-commerce, varejo, consultoria estratégica, moda, banco de investimento, healthcare, educação, e etc. –  e possuem uma ampla gama de experiência – marketing, estratégia, finanças, operações, desenvolvimento de produtos, e etc.

E eles não estão só querendo dinheiro.  Os candidatos estão motivados pela oportunidade de formar parte da trajetória de crescimento no mundo empresarial do Brasil durante este momento histórico e único na economia e na política brasileira.  Querem contribuir com sua experiência, suas habilidades, e  espírito aventureiro ligado – à revolução de empreendedorismo no país.

Participação na evolução de recrutamento

Se você tem uma startup no Brasil e quer recrutar através do RecruitLab da Hemishare, inscreva-se aqui e ofereça  mais detalhes sobre a(s) vaga(s) que estão procurando.  O processo toma menos de 5 minutos e o time da Hemishare revisaria a sua oportunidade junto com o pool de candidatos.

Esta rodada de candidaturas estará aberta até o 30 de novembro, às 23:59hs.

 

Lisa Lovallo é CEO e fundadora da Hemishare. Sua paixão por conectar jovens talentosos com oportunidades profissionais internacionais resultou de sua experiência  na Cidade do México como Fulbright Binational Business Fellow e depois como consultora de estratégia de negócios durante quatro anos.  Ela está cursando o MBA da Wharton School of Business e o mestrado em estudos internacionais no Lauder Institute (Universidade da Pennsylvania).  Ela fala português e espanhol fluentemente.

Lisa Lovallo is the CEO and founder of Hemishare. Her passion for connecting talented young people with valuable international opportunities sprung from her experience in Mexico City as a Fulbright Binational Business Fellow and then as a management consultant for four years. She is an MBA/Masters student in the class of 2013 at the University of Pennsylvania's Wharton School of Business and Lauder Institute of International Studies. She speaks fluent Spanish and Portuguese.

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